Entenda o que é Empreendedorismo e sua história.
As primeiras características do empreendedorismo na história da humanidade vêm desde os primórdios dos tempos onde o homem para sobreviver necessitava se movimentar para aquecer, dormir ou alimentar, com isso inovou e criou instrumentos para caça, para pesca, para construir sua moradia e a conservar o fogo e depois produzi-lo, a inventar a roda, e a tantas outras grandes descobertas.
A palavra empreendedorismo tem sua origem entre os séculos XVIII e XIX, através dos defensores do liberalismo. Esses pensadores econômicos defendiam que a economia era reproduzida pelas forças livres da concorrência e do mercado, que através da inovação impulsionava o desenvolvimento econômico.
Richard Cantillon (1755) e a Jean-Baptiste Say (1800) definiam os empreendedores como aquelas pessoas que correm riscos investindo seu próprio dinheiro em negócios. J. Schumpeter (1978) associa o empreendedorismo à inovação, afirmando que “a essência do empreendedorismo está na percepção e aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios; tem sempre que ver com a criação de uma nova forma de uso dos recursos nacionais, em que eles sejam deslocados do seu emprego tradicional e sujeitos a novas combinações”.
Schumpeter ainda definiu o empreendedor como responsável por processos de “destruição criativa”, que resultavam na criação de novos métodos de produção, novos produtos e novos mercados.
Knight (1967) e Peter Drucker (1970) conceituaram o risco nos empreendimentos. A economia mundial sempre foi afetada pelas grandes crises como a Bolsa de Valores (1929, EUA), as duas grandes guerras mundiais (1918 e 1938), a guerra do Vietnã (1959 a 1975), o mercado do petróleo (1973), o efeito tequila (México/1994), nos tigres asiáticos (1997), na Argentina (1999), e dos Estados Unidos (2008).
A partir do século XX, o empreendedorismo foi responsável pela criação de emprego e renda. Essas crises, estimulam a economia pelo incentivo em fomentar o consumo, incentivando o empreendedorismo, responsável pela criação de emprego e renda.
A partir de 1980, o empreendedorismo por ser um processo de desenvolvimento de uma região ou nação, passa a ser estimulado pelos governos e instituições, sendo incluído como disciplina nos currículos das escolas de administração.
Empreendedorismo no Brasil
Os estudos demonstram que o início do empreendedorismo no Brasil decorre de mudanças estruturais no mundo do trabalho, principalmente nas últimas décadas do século XX, onde o governo iniciou o processo pelas tentativas iniciais de estabilização da economia brasileira, da privatização das empresas estatais e da abertura do mercado interno para as importações.
Com a globalização, o avanço da informatização e a mecanização, fez com que grande parte das empresas brasileiras desenvolverem processos de fusões e reengenharia, reduzindo custos e aumentando sua competitividade para tornar cada vez mais produtiva e lucrativa, e com menos trabalhadores. Como consequência desses processos houve o aumento de desemprego, o que levou grande parte de ex-funcionários, a usar de suas economias pessoais e sem experiência a tentar a sorte ao abrir um negócio próprio como alternativa de trabalho para sua sobrevivência.
Enquanto nos países desenvolvidos empreendedores abrem negócios por sonho, vocação, ou oportunidade de mercado, a evolução do crescimento do empreendedorismo no Brasil, ano após ano, vem sendo uma alternativa para driblar o desemprego, levando pessoas a se lançar na atividade empresarial.
A pesquisa realizada em 59 países pela Global Entrepreneurship Monitor – GEM (2009), demonstrou que no Brasil 39% dos empreendimentos ainda surgem por necessidade, enquanto que 61% dos novos negócios decorrem da análise de oportunidades.
Ainda conforme pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com informações de 2010, praticamente 5 em cada 10 empresas encerram suas atividades em três anos. Entre as principais consequências estão a falta de planejamento, conhecimento do mercado e de gestão que muitas vezes determinam os fatores de fracasso no negócio.
A crise econômica de 2015, no Brasil, elevou a taxa de desemprego para 6,9% em junho (a maior desde junho de 2010), com tendência de crescimento pelo corte de vagas nas empresas e de mais de 500 mil pessoas à procura de trabalho.
A história nos mostra que nas dificuldades econômicas é que surgem soluções e negócios viáveis, pois enquanto grande parte das pessoas conseguem ser influenciadas pelo pessimismo, os empreendedores identificam novas oportunidades para iniciar com sucesso seus negócios.
Mesmo com este quadro, o empreendedorismo do Brasil cresce e as estatísticas mostram que os novos empreendedores têm se preparado melhor para ter sucesso em abrir seu próprio negócio, criando empregos e gerando riqueza para o país.
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